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A ICANN e a Cúpula do G20 na Turquia

2015 年 11 月 18 日
作者: David OliveDavid Olive

G20 Summit Turkey 2015 Logo

O G20 (Grupo dos 20), o principal fórum para a cooperação e a tomada de decisões de seus membros sobre assuntos da economia internacional, está concluindo o trabalho sobre a Cúpula em Antália, na Turquia. Os membros incluem 19 países mais a União Europeia. Os líderes do G20 se reúnem anualmente para debater sobre maneiras para fortalecer a economia global, reformar as instituições financeiras internacionais, melhorar as regulamentações financeiras e implementar as principais reformas econômicas necessárias na economia de cada membro. Os três principais temas da Cúpula do G20 este ano foram "inclusão, investimento e implementação", com base nas prioridades da presidência da Turquia.

At the G20 Summit in Turkey 2015

Tive o privilégio de ser convidado a participar de algumas sessões do G20, como representante da ICANN, em um painel para discutir sobre inovação a convite do TEPAV (Economic Policy Research Foundation of Turkey, Fundação de Pesquisas sobre Políticas Econômicas da Turquia), um think tank independente em Ancara. O TEPAVA coordenou as atividades do T20, um "banco de ideias" dos governos do G20, levando inovação para a agenda do G20. Nessa função, o T20 desenvolve novas políticas, novas ideias, novas iniciativas e novos projetos para contribuir para as agendas dos criadores de políticas do G20 e outros grupos oficiais de participação do G20. A Cúpula do T20 foi realizada juntamente com a Cúpula dos Líderes do G20 em Antália, nos dias 15 e 16 de novembro de 2015. http://www.t20turkey.org/images/t20-brosur-con.pdf [PDF, 1.21 MB]

No painel sobre "Information Technologies in Sustainable Development" ("Tecnologias da Informação para o Desenvolvimento Sustentável") falei sobre a função da ICANN e do sistema de nomes de domínio da Internet e sobre nossas atividades para garantir que a Internet seja estável, segura e interoperável. Embora sejamos uma organização técnica, nossos esforços de coordenação podem promover a inovação por meio da expansão recente dos nomes de domínio genéricos de primeiro nível a fim de oferecer uma presença mais global da Internet para as pessoas voltada para a comunicação, os negócios ou a realização de pesquisas, bem como o uso de nomes de domínio internacionalizados em diferentes escritas, abrangendo vários idiomas, como, por exemplo, o russo, o chinês e o árabe. Também falei sobre as conclusões de dois relatórios de pesquisas realizadas pelo Boston Consulting Group:

  • O fácil acesso e uso da Internet podem afetar drasticamente o crescimento de economias nacionais, de acordo com uma nova pesquisa do Boston Consulting Group. O estudo, descrito em um novo relatório do BCG, calculou as restrições para o uso da Internet em 65 países e descobriu que aqueles com menos limitações para a atividade on-line têm melhores economias digitais.
  • A redução da taxa de e-friction, ou seja, as barreiras para um país participar plenamente na economia digital global, pode oferecer benefícios para os negócios e as economias nacionais, particularmente nos mercados em desenvolvimento. As conclusões do BCG mostram que a melhora das taxas de e-friction pode resultar em um possível aumento de 2,5% no PIB e de 7% nas receitas de empresas de pequeno e médio porte.

Funcionamento do modelo de múltiplas partes interessadas na ICANN e no G20

Por fim, observei que outro motivo para a Internet expandir tão rapidamente é o modelo de múltiplas partes interessadas, que envolve governos, empresas, a comunidade acadêmica, especialistas técnicos, usuários da Internet, organizações não governamentais e outros segmentos da sociedade, para definir as políticas para o desenvolvimento da Internet. Ele é uma parte central do desenvolvimento de políticas da ICANN e de atividades relacionadas.

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Fiquei contente de ver uma tendência semelhante no G20 e em seus grupos de envolvimento. O G20 trabalha em parceria com grupos não governamentais de toda a comunidade global. Os grupos de envolvimento do G20 de 2014 são o B20 (empresas do G20), o C20 (sociedade civil do G20), o Y20 (trabalhadores do G20), T20 (think tanks do G20), I20 (inovação do G20), W20 (mulheres do G20) e Y20 (jovens do G20).

Então, é possível que o G20 também esteja reconhecendo o valor de uma abordagem de múltiplas partes interessadas e sua relevância na governança global no século XXI. As próximas agendas do G20 possivelmente incluirão uma variedade de assuntos que abranjam os atuais itens da agenda do G20, como os aspectos transformadores do desenvolvimento tecnológico, incluindo a Internet, nas economias e sociedades.

A China assumirá a presidência do G20 de 2016 e organizará a próxima Cúpula.

David A. Olive
Vice-presidente sênior para Apoio ao Desenvolvimento de Políticas

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David Olive

David Olive

SVP, Policy Development Support & Managing Director – Washington, D.C.
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