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Vol-1 Impulsionando o setor de DNS na África: uma reflexão

1 septembre 2015
Par Sagbo Pierre DandjinouSagbo Pierre Dandjinou

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Em uma recente entrevista com a CNBC África em Nairóbi, durante a terceira edição do Fórum de DNS da África, foi questionado se algum registro ou registrador africano alcançou sucesso no setor de nomes de domínio (DNS). Em uma situação diferente, durante uma conversa informal com um dos registradores africanos certificados pela ICANN, ele relatou: "Estamos todos nos esforçando para sobreviver. Estamos gerenciando o negócio de registradores do mesmo modo que gerenciamos muitos negócios na África. Esse é o jeito africano, quero dizer, o jeito informal; prestamos muitos outros serviços e fazemos negócios para não afundar. Porém, estamos confiantes de que as coisas vão melhorar." Então, essa informalidade seria a origem ou a explicação da lenta adesão do mercado de DNS da África?

Nosso interesse nos negócios de nomes de domínio começou há alguns anos, no conhecido encontro dos MIGWORK (Multistakeholder Internet Governance Works, Trabalhos de Governança da Internet de Múltiplas Partes Interessadas) em Addis Ababa, capital da Etiópia, que é sede da União Africana. Durante esse encontro, o novo CEO e Presidente da ICANN, Fadi Chehade, expressou seu desejo de ter mais registradores certificados pela ICANN na África e aumentar o número dos insignificantes 5 ou 6 registradores para 25 nos próximos anos. O Fórum de DNS da África foi concebido, sendo que o primeiro aconteceu 4 meses depois em julho de 2013 em Durban, África do Sul, com o Dr. Steve Crocker, presidente da diretoria da ICANN, e Lynn St Amour, CEO da Internet Society, presidindo a cerimônia de abertura.

O Fórum de DNS da África se tornou um evento anual, e a ICANN continua fazendo parceria com a AFTLD e a ISOC para organizar o encontro. Espera-se que mais parceiros se juntem, e a AFTLD, o principal grupo de registros da África, precisará ser fortalecida para desempenhar uma função importante nessa iniciativa. Talvez tenha chegado o momento de pararmos e avaliarmos o progresso feito desde Durban e mapearmos o caminho para um futuro melhor.

No geral, a maioria das recomendações dos três fóruns se concentrou na necessidade de aumentar a colaboração entre os registros e registradores africanos, a automação dos registros e a criação de uma ferramenta de coleta de dados para facilitar o comércio e a pesquisa no setor de nomes de domínio na África. A pergunta é: o que está sendo feito para implementar essas recomendações?

No futuro, o setor de DNS na África precisará se reconciliar com as tendências globais e, espera-se que aprenda a lidar com sua informalidade, enquanto ainda contribui para a adesão geral de nomes de domínio no continente. A realidade é que o setor de nomes de domínio está passando por mudanças significativas. Nos mercados desenvolvidos, as barreiras para entrada foram reduzidas, pois centenas de novos TLDs (Top Level Domains, domínios de primeiro nível) genéricos estão sendo introduzidos. Dessa maneira, novas fontes significativas de capital foram investidas no mercado. Porém, esse ainda está para ser o caso na África.

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Sagbo Pierre Dandjinou

Sagbo Pierre Dandjinou

VP, Stakeholder Engagement - Africa
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