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12 coisas que você não sabia sobre a África do Sul

25 de junio de 2017

Kimberly Enger

Además de estar disponible en los seis idiomas de las Naciones Unidas, este contenido también está disponible en

1. Só a África do Sul tem uma rua que já foi lar de dois vencedores do prêmio Nobel.

Nelson Mandela e o Bispo Desmond Tutu moraram na Rua Vilakazi no bairro de Orlando West em Soweto. Tutu recebeu o prêmio Nobel da Paz em 1984 pela oposição não violenta ao apartheid. Mandela recebeu o prêmio Nobel da Paz junto com F. W. de Klerk em 1993 pelo papel que desempenhou no encerramento pacífico do apartheid e pelo trabalho que realizou no estabelecimento da democracia na África do Sul. Hoje em dia, a casa de Mandela é um museu.

2. Alguns dos restos mais antigos de hominídeos foram descobertos por arqueólogos na África do Sul, também chamada de "berço da humanidade".

Os sítios de fósseis de hominídeos reconhecidos pela UNESCO estão em cinco locais diferentes. As evidências arqueológicas indicam que a evolução humana começou há pelo menos 2,5 milhões de anos. A África do Sul tem várias ruínas e artefatos dos primeiros hominídeos, que comprovam que eles usavam ferramentas de pedra há dois milhões de anos e que criaram o fogo há 1,8 milhões de anos.

3. Há mais de dois mil navios naufragados na costa da África do Sul, muitos com mais de 500 anos.

A África do Sul tem mais de 2.500 quilômetros (1.500 milhas) de costa e um mar muito traiçoeiro. Ao longo dos anos, milhares de navios naufragaram lá (muitos sem deixar vestígios) – as estimativas chegam a três mil. Agora, os locais com esses destroços são protegidos pelas leis sul-africanas.

4. A África do Sul tem 11 idiomas oficiais, todos com o mesmo status.

Devido à diversidade de etnias e culturas, a África do Sul é chamada de "nação arco-íris". A Constituição do país reconhece 11 idiomas oficiais. O censo de 2011 mostrou que o isiZulu, o idioma mais falado, é nativo de 22.7% da população. O inglês é o idioma mais usado nos negócios.

5. A produção vinícola na África do Sul começou em 1659, quando um colonizador holandês filmou a produção de um vinho de uvas Muscadet francesas.

Agora, a África do Sul é um dos dez maiores produtores de vinho do mundo. Muitos dizem que a Rota 62, que tem aproximadamente 850 quilômetros de extensão (mais de 500 milhas), é a maior rota de vinhos contínua do mundo. Não sabemos se isso é verdade, mas com certeza é uma das mais bonitas.

6. A África do Sul é o único país do mundo que tem três capitais.

Ao contrário do que muitos pensam, Pretória não é a capital da África do Sul. Na verdade, o país tem três capitais: Pretória (administrativa), Cidade do Cabo (legislativa) e Bloemfontein (judiciária). A única delas especificada na Constituição é a Cidade do Cabo, sede do Parlamento. A maior parte das embaixadas estrangeiras está em Pretória, mas muitos países também têm consulados nas outras cidades.

7. A mina mais profunda do mundo é Mponeng Gold Mine, que tem mais de 4 Km (2,5 milhas) de profundidade.

Para entender a profundidade da Mponeng Mine, pense em 10 Empire State Buildings empilhados. Mponeng fica no Witwatersrand Gold Belt, fonte de quase metade do ouro extraído em todos os tempos. A descoberta de ouro na região em 1886 deu início a uma corrida do ouro, que levou à fundação de Johanesburgo.

8. Mark Shuttleworth, o empreendedor responsável pelo sistema operacional Ubuntu, foi o primeiro sul-africano a viajar ao espaço.

Shuttleworth escolheu o nome do sistema operacional inspirado pelo conceito africano de Ubuntu, que significa algo como "bondade humana" – a tradução literal seria "sou quem sou porque somos todos nós". Como software de código aberto, o Ubuntu é desenvolvido e aprimorado de forma colaborativa. Mas o Ubuntu não é o único motivo da fama de Shuttleworth – ele ficou conhecido em abril de 2002, quando pagou US$ 20 milhões por uma viagem de 10 dias pelo espaço.

9. O Vredefort Dome, na África do Sul, é a maior cratera de meteoro do mundo – evidência da maior liberação de energia da história da Terra.

O Vredefort Dome faz parte de uma cratera de meteoro enorme, com raio de aproximadamente 300 km (186 milhas). Vários cálculos indicam que o meteoro do tamanho de uma montanha – com diâmetro entre 5 e 10 km (3 a 6 milhas) – estava a uma velocidade de mais de 36 mil km/h (22.369 mph). Em 2005, o Vredefort Dome se tornou patrimônio da humanidade.

10. No dia 3 de dezembro de 1967, o Dr. Christian Barnard entrou para a história com a realização do primeiro transplante de coração humano no Hospital Groote Schuur na Cidade do Cabo.

Os sul-africanos são responsáveis por muitas outras inovações na medicina, como a vacina contra febre amarela e a tomografia computadorizada, invenções reconhecidas com o prêmio Nobel. Neste ano, uma equipe sul-africana identificou que o gene CDH2 é o causador da maioria dos ataques cardíacos.

11. A África do Sul tem oito patrimônios da humanidade da UNESCO, e todos representam aspectos importantes da cultura e da natureza do país.

Alguns desses patrimônios são tesouros culturais, como os fósseis de hominídeos, o reino indígena mais antigo da África do Sul, as pinturas rupestres do povo San, o uso tradicional da terra pelos Nama e o presídio que recebia os prisioneiros políticos (inclusive Nelson Mandela). Outros protegem a natureza característica do país – da região Floral do Cabo ao pântano de iSimangaliso e o Vredefort Dome.

12. Em 2009, a Assembleia Geral da ONU criou o "Dia Internacional de Nelson Mandela" para homenagear o legado dele.

O Dia Internacional de Nelson Mandela é comemorado todos os anos no dia 18 de julho, aniversário do líder. Para comemorar os 67 anos das contribuições de Mandela para a liberdade e a paz, a ideia era que as pessoas passassem 67 minutos trabalhando para gerar mudanças positivas no mundo.

Em 2013, o ICANN47 estava sendo realizado em Durban no dia 18 de julho. O pioneiro africano da Internet Dr. Nii Quaynor fez um tributo ao legado de Nelson Mandela. Assista ao discurso No mesmo dia, alguns participantes do encontro, liderados pelo então presidente e CEO da ICANN Fadi Chehadé, fizeram trabalhos comunitários em uma faculdade em Durban, ensinando os alunos e ajudando com projetos de pintura.

Kimberly Enger