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O Que Significa Participação de Partes Interessadas para Nós?

5 ноября 2014
Автор Joe CatapanoJoe Catapano

Ben Towne, Ph.D. candidate at Carnegie Mellon University in Pittsburgh, Pennsylvania and ICANN stakeholder

No final deste blog está o nome do departamento em que trabalho na ICANN – Participação Global de Partes Interessadas. Quando conheço pessoas em eventos e elas me ouvem dizer isso, algumas parecem ficar confusas e geralmente perguntam: "O que isso significa?"

Na ICANN, diferentemente de muitas corporações, não temos acionistas, mas temos muitas partes interessadas. As partes interessadas da ICANN têm diferentes históricos ocupacionais e estão espalhadas pelo mundo todo. O termo "parte interessada" refere-se amplamente a todos que tiverem algum interesse na Internet. Uma parte interessada pode ser membro de uma sociedade civil ou uma organização ativista, funcionário de uma empresa, representante de um registro ou registrador da Internet, representante de governo ou um estudante. Na realidade, uma "parte interessada" da ICANN pode referir-se a qualquer pessoa que fique on-line!

Ben Towne, candidato a Ph.D. na Carnegie Mellon University em Pittsburgh, na Pensilvânia, é uma dessas partes interessadas. Ele está no programa Computation, Organizations, & Society (Computação, Organizações e Sociedade). Conheci o Ben há cerca de um ano em uma visita ao campus da CMU, onde eu e um colega fizemos uma apresentação introdutória sobre a ICANN. Há três semanas, encontrei o Ben novamente no ICANN 51, em Los Angeles.

No sentido mais básico, a participação de partes interessadas é a história de Ben: um estudante que já tinha ouvido falar na ICANN, mas cujo interesse na organização cresceu significativamente quando conheceu algumas pessoas da equipe de participação da organização. Ben manteve-se atualizado sobre os assuntos da ICANN até o momento em que, 12 meses depois, resolveu participar de um encontro da ICANN, onde sentou-se ao lado de seus colegas, bem como de outras pessoas que já trabalham com a ICANN há anos, para discutir sobre alguns dos assuntos mais delicados da Internet relacionados à governança da Internet.

Esta é a entrevista que fiz com Ben um pouco depois do ICANN 51. Obrigado, Ben, pela nossa conversa. Foi ótimo encontrá-lo de novo!

JC: Quando foi a primeira vez que ouviu falar na ICANN? Quando ouviu falar na ICANN pela primeira vez, o que você achou?

BT: Não me lembro exatamente da primeira vez que ouvi falar na ICANN, mas acho que foi um pouco antes do Fórum Mundial de Políticas de Telecomunicações da União Internacional de Telecomunicações, em 2009. Nesse evento, eu ouvi e aprendi muito, e também fiz alguns contatos. Estava representando jovens de nações desenvolvidas, e ajudei a colocar as nossas vozes na conversa.

O início da exaustão do IPv4 (Internet Protocol version 4, Protocolo de Internet versão 4) colocou a ICANN novamente em destaque alguns anos depois, e em 2013 meu interesse realmente começou a aumentar, em parte por meio do Painel de Estratégia da ICANN sobre o projeto de Inovação de Múltiplas Partes Interessadas com a IdeaScale e o GovLab, e também por causa do meu interesse em ferramentas e plataformas para a colaboração e a ideação em grande escala. Aprendi muito mais sobre a organização em dezembro daquele ano, quando você e seu colega, Riccardo Ruffolo, visitaram a CMU.

Minhas primeiras impressões da ICANN foram que foi muito interessante ver um grupo tão grande e diversificado (por exemplo, empresas concorrentes, governos, comunidade acadêmica, usuários finais) de pessoas se reunindo para ter conversas produtivas e juntas tomarem decisões tão importantes para os setores fundamentais da Internet. Parecia improvável que a realidade corresponderia às palavras, já que gerenciar essa escala e diversidade nunca havia sido feito antes. Há muita hesitação em ao menos tentar, embora pareça haver muita discussão sobre isso. No início, eu estava bastante cético. A ICANN parece ser a única organização que está realmente tentando usar esse modelo a fim de encontrar soluções para problemas urgentes e difíceis, tendo em vista particularmente a transição pendente da administração da IANA (Internet Assigned Numbers Authority, Autoridade para Atribuição de Números na Internet). Existe aqui uma grande motivação para criar um modelo de governança de múltiplas partes interessadas com a escala da Internet que atenda à comunidade da Internet no mundo todo depois que o governo dos EUA passar sua função. Estou muito interessado em ver como será esse modelo.

JC: Como você ficou sabendo do ICANN 51?

BT: Recebi um e-mail de Jeff Dunn (Especialista em Educação On-line da ICANN) no dia 11 de setembro, me convidando para o NextGen@ICANN. Parecia uma oportunidade muito interessante. Recebi autorização do meu orientador para me inscrever e me inscrevi. Fiquei muito feliz de ser selecionado. Participar do ICANN 51 foi uma oportunidade de aprendizagem incrível!

JC: Você pode falar um pouco sobre suas experiências no encontro: quem conheceu, o que fez, qualquer interação interessante que possa ter acontecido?

BT: Conheci tantas pessoas no encontro da ICANN e participei de sessões bem diversificadas, inclusive as sessões do Fellowship e do NextGen com líderes de várias comunidades e da equipe da ICANN, que juntaram-se a nós ao longo do evento. Janice Douma Lange (Gerente de Participação e Divulgação da ICANN) foi muito atenciosa fornecendo orientações para mim e meus colegas do NextGen sobre sessões interessantes e instrutivas do Fellowship que nos ajudaram a ter melhor entendimento sobre a ICANN. Também participei da sessão para Recém-chegados no domingo, o que me ajudou muito.

Entre outras sessões das quais participei estão: a Cerimônia de boas-vindas, Departamento de IANA – Quem/O quê/Por quê?, um guia para iniciantes ao DNSSEC, o encontro do GAC (Governmental Advisory Committe, Comitê Consultivo para Assuntos Governamentais) com a Diretoria da ICANN, bem como o evento social da noite do karaokê.

Tive uma conversa de corredores bem longa com um empreendedor de Nova York. Compartilhei algumas informações sobre o ambiente de empreendedorismo em Pittsburgh. É possível que ele venha visitar Pittsburgh em breve.

Gostei muito dos eventos da segunda-feira com Steve Crocker (Presidente da Diretoria da ICANN) e de aprender sobre suas experiências em ajudar a desenvolver a Internet em seus primórdios. Na verdade, ele planeja reunir-se com o diretor do meu departamento, Bill Scherlis, em breve.

Na abertura do ICANN 51, o Dr. Crocker usou aquele slogan antigo, "As redes unem as pessoas", como uma referência à grande quantidade de viagens necessárias para ajudar a construir "um sistema que deve tornar as viagens desnecessárias". Acho incrível que décadas mais tarde, para trabalhar ou falar sobre o trabalho referente a uma parte essencial da infraestrutura da Internet (identificadores exclusivos – principalmente nomes e números), milhares de pessoas entram em aviões e viajam por metade do mundo, algumas vezes ao ano, para participarem de uma semana agitada de discussões, debates e construção de consenso. Isso parece fortalecer as relações de trabalho colaborativas que esses grupos têm ao longo do ano por meio de listas de e-mail e conferências pela Web, onde, na realidade, grande parte do trabalho da ICANN é realizado.

JC: Quais são suas impressões sobre a ICANN, agora que participou de um encontro da ICANN?

BT: A ICANN é uma organização complexa com mais partes flexíveis do que tinha me dado conta antes. Também fiquei surpreso em ver como os encontros foram abertos e o nível de incentivo explícito dado aos recém-chegados para participarem ativamente, particularmente em uma organização tão institucionalizada com tantos acrônimos, que podem ser confusos às vezes. Em todas as situações em que testei isso e contribuí com perguntas ou comentários nas reuniões, as pessoas pareceram realmente gostar das minhas intervenções e achar elas importantes, em vez de ignorá-las por terem vindo de um recém-chegado.

JC: Qual é seu próximo passo, com relação à interação com a ICANN ou outras pessoas no ecossistema da Internet?

Levei comigo um pouco do que aprendi (e ainda estou processando) e compartilhei essas informações fazendo uma apresentação ao meu grupo de pesquisa na CMU. No momento, participo de uma disciplina na CMU voltada para o resumo automatizado de transcrições de reuniões (e a ICANN tem muitas delas, disponíveis publicamente, e que podem ser usadas para suprir a ausência de dados relevantes do mundo real). Também compartilhei algumas experiências minhas na 6ª Conferência Nacional sobre Diálogo e Deliberação, com o objetivo de divulgar o entendimento sobre o que é a ICANN, o que ela faz e como funciona. Agora que tenho melhor entendimento sobre a ICANN e os desafios que temos pela frente, se vir (ou criar) algo que possa ajudar a lidar com esses desafios, sinto-me mais disposto e capaz de apresentar isso para a comunidade do que se não tivesse participado do encontro.

Joe Catapano é coordenador da Participação Global de Partes Interessadas da ICANN na América do Norte.

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Stakeholder Engagement Sr Manager
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