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Vol-2 Impulsionando o setor de DNS na África: uma reflexão

2 сентября 2015
Автор Sagbo Pierre DandjinouSagbo Pierre Dandjinou

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Um blog recente de Alexa Raad ajudou a esclarecer algumas tendências atuais no setor de nomes de domínio. Ela indica que o mercado do DNS (Domain Name System, Sistema de Nomes de Domínio) é geralmente dividido em três segmentos principais, que enfrentam desafios diferentes. Os três segmentos são:

  1. TLDs genéricos "legados" (.com, .net, .org, .biz, .info, etc.)
  2. TLDs de códigos de país
  3. Novos gTLDs

Os gTLDs legados têm o privilégio de ser os encarregados consagrados, mas muitos enfrentam problemas de escalabilidade, alcance, estabilidade e gerenciamento. Eles foram principalmente consolidados sob o controle da Verisign, Neustar e Afilias, e todas elas são empresas com fins lucrativos.

Em contraste, o segmento de ccTLDs é surpreendentemente fragmentado. Embora muitos também sejam encarregados consagrados, cada ccTLD é principalmente uma entidade independente voltada para a administração do espaço de nomes de seu próprio país. A maioria dos ccTLDs tem alguma forma de mandato de benefício público, e muitos operam como organizações sem fins lucrativos.

Por fim, há o segmento de novos gTLDs, que está sendo gerenciado por um conjunto eclético de encarregados, novos integrantes, ccTLDs e empreendedores.

Na África, estamos vendo em primeira mão como a presença dessas três categorias distintas está afetando o mercado do DNS da região.

Os ccTLDs africanos são voltados principalmente para benefício público e historicamente têm sido administrados por universidades ou centros de pesquisa. No entanto, vimos um aumento no gerenciamento regional de ccTLDs por agências nacionais de sistemas de informações e agências reguladoras de telecomunicações. Embora não seja tão comum, poucos ccTLDs africanos são de propriedade particular. Além disso, em alguns casos, os ccTLDs estão sendo operados de fora da África devido a muitos fatores, como legado, processos pendentes de redelegação e, às vezes, a ausência de um consenso claro a nível nacional.

Quanto à "nova" geração de nomes de domínio (novos gTLDs), ainda estamos trabalhando para determinar como o mercado tem respondido à introdução deles e como eles têm sido usados, não apenas na África, mas também em outras regiões no mundo todo. Dos mais de mil novos nomes de domínio que serão introduzidos na raiz do DNS, é provável que apenas 10 novos TLDs serão de solicitantes da África, incluindo .Durban; .Capetown; .Johannesburg e .Africa. O consumo de nomes de domínio no continente continua sendo baixo, mas apresentou algum crescimento nos últimos três anos, de 700.000 registros para mais de 1.300.000 atualmente. Claramente, esses números ainda podem ser melhores.

Tendo isso em mente, o que podemos fazer para fortalecer o setor do DNS na África? Que medidas precisam ser tomadas? O que os gerentes de ccTLDs da África podem fazer para ajudar?

Este é um conjunto de diretrizes propostas para o que deve ser feito, tanto por parte dos ccTLDs quanto dos registradores.

  1. Compreendendo o escopo do mercado global e regional de nomes de domínio

    Às vezes, muitos ccTLDs não têm o entendimento básico sobre os objetivos e as metas do gerente do registro. Além disso, eles também não conseguem ver as perspectivas gerais relacionadas ao setor global do DNS. Um entendimento mais aprofundado das metas e das necessidades de todos os participantes do setor ajudará a desenvolver um mercado do DNS mais eficiente na África.

  2. Medição de desempenho

    Os ccTLDs e registradores africanos precisam estabelecer ferramentas para a medição de desempenho eficientes e completas a fim de facilitar a coleta e a mineração de dados. Isso resultará em meios para a realização de estudos avançados do mercado e planejamentos futuros. O consenso na comunidade é que quase não ouvimos falar em estatísticas, como tamanho geral, taxas de renovação, métricas de crescimento e sazonalidade. Frequentemente faltam métricas comparativas ou métricas de conteúdo que ajudam os responsáveis por gerenciamento a compreender como seu espaço de nomes está sendo usado ou onde podem estar as possíveis vulnerabilidades.

  3. Custo

    O custo varia de um registro para outro sem nenhuma explicação ou justificativa formal, o que resulta geralmente em preços altos em toda a região. A aquisição de gTLDs parece ser muito mais fácil e mais barata que os ccTLDs nacionais, de acordo com os registrantes. É necessário fazer uma análise dos concorrentes para fornecer e comparar a variação nas estruturas de custos.

  4. Outros serviços

    Provavelmente, dependendo de suas categorias, os registros africanos não atendem a todas as suas necessidades financeiras vendendo nomes de domínio. Uma boa medida estratégica pode ser o desenvolvimento de um escopo maior de conhecimento para ajudar a abrir uma janela de oportunidade. Isso também pode permitir uma terceirização colaborativa, infraestruturas compartilhadas de atendimento ao cliente e abordagens alternativas para relatórios financeiros.

O ambiente do DNS na África pode melhorar muito se medidas importantes e decisivas forem tomadas, como as que descrevi anteriormente. A ICANN já começou a abordar alguns dos problemas de parceria com ccTLDs e registradores na África, por meio do fórum do DNS, do Centro de Empreendedorismo do DNS do Cairo, de roadshows do DNSSEC e os programas contínuos de estágios com líderes globais e regionais do setor do DNS. Juntos, podemos fortalecer o setor do DNS na África.

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Sagbo Pierre Dandjinou

Sagbo Pierre Dandjinou

VP, Stakeholder Engagement - Africa
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