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A Internet Não é Mágica: Fórum de Democracia Pessoal de 2014

9 juin 2014
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O que achamos que seria uma boa oportunidade para o envolvimento com a sociedade civil tornou-se um ótimo ponto de encontro para o diálogo entre múltiplas partes interessadas. Na semana passada, Veni Markovski e eu comparecemos ao Fórum de Democracia Pessoal de 2014 (PDF) em Nova York para saber as últimas novidades sobre como as empresas, a sociedade civil, os governos e os usuários se envolvem com suas próprias partes interessadas, em busca de aprendizado e novos contatos para a ICANN. O tema do PDF14, "Save the Internet: The Internet Saves" ("Salve a Internet: a Internet Salva") foi certamente muito significativo.

O PDF é um evento anual que apresenta muitas plataformas inovadoras para gerar diálogo, reinventar a governança e possibilitar a participação do setor civil. As empresas de tecnologia tiveram uma forte participação. Em conversas com essas empresas, elas explicaram que estão cada vez mais interessadas no trabalho da ICANN, e também em como ele é realizado. As organizações que encontramos (fossem elas para fins lucrativos ou não, e muitas pessoas físicas), desde alunos a renomados advogados e CEOs, manifestaram seu apoio à ICANN e confirmaram que estão prestando atenção no futuro da organização. Elas também, em níveis variados, investem tempo e recursos em assuntos mais amplos relacionados à governança da Internet. Certamente, essas organizações estão buscando informações sobre como melhorar suas posições nesses debates. A sociedade civil tem uma voz importante com a qual as empresas aprendem muito, mas ainda há muito que se ajustar para que todos tenham um conhecimento fatual consensual sobre as questões.

Vários organizadores da comunidade, organizações sem fins lucrativos e grupos da sociedade civil estavam presentes. Muitos deles participam do PDF porque compartilham o objetivo de criar uma ponte para a lacuna digital, não importa onde seja. Os painelistas e palestrantes também tinham muito a dizer sobre liberdade de discurso, privacidade e vigilância. Houve até mesmo uma sessão na qual Julian Assange, da Wikileaks, falou por meio de vídeo sobre o NETmundial.

Apesar de algumas sessões serem promovidas com o tópico da governança global da Internet, as conversas não foram além da análise do comportamento de determinados governos nacionais ou entidades corporativas. O diálogo raramente alcançou o âmbito maior de como cooperar transpondo as fronteiras políticas e de partes interessadas no futuro.

Ainda assim, muitas apresentações descreveram maneiras inovadoras para a tomada de decisões em grupo, o desenvolvimento da comunidade, bem como o envolvimento e a administração de recursos. Uma palestrante lembrou a todos que "a Internet não é mágica". O que ela quis dizer foi: só porque a Internet conecta muitas pessoas, não significa que essas pessoas se transformarão magicamente em voluntários ou líderes comunitários atuantes. Esse é um fato da vida bem conhecido pelos membros da comunidade da ICANN dedicados à divulgação. A observação conclusiva da palestrante foi que há uma proporção constante de qualquer população que se envolve como participante das atividades de elaboração de políticas e governança. Conectar-se a essas pessoas é fundamental.

Considerando o tema da conferência, muitos palestrantes eram bem conhecidos no âmbito da governança da Internet. A autora e ativista Rebecca McKinnon descreveu como as alianças entre ativistas, autoridades governamentais e corporações são necessários para haver uma mudança. Por outro lado, Susan Crawford, ex-membro da Diretoria da ICANN, fez uma argumentação convincente sobre situações em que é necessário haver mais confronto.

O número de participantes e palestrantes do setor governamental também foi superior ao dos anos anteriores. Eles incluíram, entre outros, o Departamento de Estado dos EUA, a Cidade de Nova York, o Parlamento Europeu e o Gabinete do Reino Unido. É interessante observar o aprendizado e o diálogo intercultural entre as categorias de partes interessadas, assim como ocorre na ICANN. E, evidentemente, os participantes enviavam tweets e atualizavam blogs com seus dispositivos em tempo real, um recurso comum nessas conferências.

Outra surpresa agradável foi o número de participantes que conhecia a ICANN e sua função. Um aluno universitário recém-formado disse: "Eu amo a ICANN". Ele escreveu sua monografia sobre os modelos de múltiplas partes interessadas de governança. Foi o suficiente para deixar todos da comunidade da ICANN otimistas quanto ao grupo de futuras partes interessadas.

Christopher Mondini é o vice-presidente da Participação Global de Partes Interessadas

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Christopher Mondini

Christopher Mondini

VP, Stakeholder Engagement & Managing Director - Europe