en

Participação corporativa na 59ª reunião da ICANN Conselhos úteis para iniciantes corporativos

23 June 2017
By Christopher MondiniChristopher Mondini

Faltam apenas alguns dias para o Fórum de políticas da 59ª reunião da ICANN em Joanesburgo, que dará às partes interessadas corporativas locais a oportunidade de discutir o futuro da ICANN e envolver-se nas discussões atuais de políticas, relacionadas ao sistema de identificadores exclusivos da Internet.

Apresentamos abaixo algumas informações úteis para aqueles que pretendem participar, assim como conselhos de um iniciante corporativo que participou da última reunião da ICANN, a 58ª, em Copenhague.

Há vários recursos disponíveis para ajudar os novos participantes a aprender com a equipe da ICANN e outros colegas iniciantes, e para saber onde as partes interessadas corporativas se reunirão na 59ª reunião da ICANN.

Recursos de políticas – Explicação das discussões de políticas em andamento

A equipe de apoio ao desenvolvimento de políticas da ICANN compilou vários recursos em preparação para a reunião:

Todos esses recursos também podem ser encontrados em icann.org/policy.

Logística da reunião – Local de realização e pauta

Você pode encontrar todas as informações relevantes sobre a reunião em meetings.icann.org. Também recomendamos que você faça o download do aplicativo da 59ª reunião da ICANN, que o ajudará a organizar e planejar seus dias em Joanesburgo.

Durante o Fórum de políticas, alguns grupos constituintes e grupos de partes interessadas do setor privado realizarão eventos e reuniões de envolvimento, dos quais recomendo que você participe.

Eventos de envolvimento – Ajuda para o aprendizado de iniciantes corporativos

Sessões abertas – Partes interessadas corporativas em ação

Perspectivas dos iniciantes – Conselhos de um colega iniciante

Se você é um iniciante nas reuniões da ICANN, sempre é útil ouvir a perspectiva de colegas participantes sobre sua experiência e sobre o que eles levam dessas reuniões. Com este objetivo, entrevistamos Sebastian Schwemer, que era um iniciante na 58ª reunião da ICANN em Copenhague, para conhecer sua opinião.

Sebastian

Sebastian é pesquisador industrial do Centre for Information and Innovation Law (Universidade de Copenhague, Faculdade de Direito) e do Fórum dinamarquês da Internet (DIFO) – um dos patrocinadores da 58ª reunião da ICANN.

Sebastian está interessado principalmente em estudar questões de tecnologia relacionadas a políticas, como direitos autorais e a Internet. Ele também é um dos promotores do movimento de base #CPHFTW e do Techfestival.

Quando esteve em Copenhague, Sebastian compartilhou suas opiniões como iniciante nas reuniões da ICANN e explicou por que pensa que a comunidade de start-ups deve estar envolvida no trabalho de políticas que está sendo realizado na ICANN.

Sebastian, essa foi sua primeira reunião da ICANN. Como você entrou em contato com o trabalho da ICANN?

Trabalho com vários aspectos da Internet há muito tempo e acompanho o trabalho da ICANN, mas apenas à distância. Recentemente, iniciei um projeto de pesquisa sobre governança da Internet para o Fórum dinamarquês da Internet (DIFO), e foi por isso que quis envolver-me de maneira mais ativa com a ICANN. Foi uma feliz coincidência que Copenhague foi a sede da 58ª reunião da ICANN este ano!

Como iniciante, qual foi sua impressão da reunião? Algo foi surpreendente? Algo lhe pareceu difícil?

Ainda estou impressionado com o tamanho e o profissionalismo da reunião. Fiquei realmente surpreso por constatar a abertura e a forma aberta com que a ICANN opera. A sessão de microfone aberto com a diretoria foi um grande exemplo disso. Além disso, como iniciante, fui muito bem recebido e tive excelentes diálogos durante a reunião. No entanto, a enorme quantidade de sessões interessantes foi um desafio. Levei um dia ou dois para entender as abreviações e organizar minha própria programação. Novamente, vários colegas me ajudaram muito com isso. Houve também uma ou duas sessões fechadas das quais eu realmente estava interessado em participar.

Você leva dois "chapéus", um como membro da comunidade acadêmica e outro como divulgador da comunidade local de start-ups. Em que sentido você acha que isso fornece a base para sua participação?

É verdade. Atualmente, lidero um projeto de pesquisa no DIFO e no Centre for Information and Innovation Law da Universidade de Copenhague. Mas também tenho formação no setor técnico e sou uma das pessoas que coordena a organização da comunidade CPHFTW, composta por mais de 150 start-ups dinamarquesas, e do Techfestival. Para mim, no entanto, esses dois "chapéus" vão juntos: eu consigo ver uma relação entre minha pesquisa e o que está acontecendo no mundo "real". E, ao trabalhar com start-ups tecnológicas, tento manter os aspectos amplos das políticas da Internet como prioridade.

Você acha que as start-ups têm um lugar na ICANN? Por que elas deveriam acompanhar o trabalho da ICANN?

Com certeza. As empresas de Internet de alto crescimento têm várias questões urgentes que precisam ser abordadas. Ao mesmo tempo, as estruturas de governança da Internet formam a base de suas operações. Parece que as start-ups dos Estados Unidos assumiram muito antes que fazem parte desses debates. Na Europa, tenho observado um aumento da conscientização sobre questões de políticas da Internet entre as start-ups, o que é um sinal promissor.

Quais questões você acompanhará após a 58ª reunião da ICANN?

Estou muito interessado no trabalho dos membros da ccNSO sobre como pode ser minimizado o mau uso de nomes de domínio. Também ficarei de olho no desenvolvimento de políticas sobre propriedade intelectual e no avanço da responsabilidade da ICANN. Finalmente, tenho alguns acompanhamentos agendados com outras pessoas e organizações.

Para conhecer mais perguntas sobre a 59ª reunião da ICANN, o papel das empresas na ICANN ou qualquer aspecto da participação corporativa, entre em contato com businessengagement@icann.org

Authors

Christopher Mondini

Christopher Mondini

Vice President, Stakeholder Engagement & Managing Director, Europe
Read biographyRead biography